Remédio DES dobra risco de câncer em filhas cujas mães o usaram na gravidez

O remédio DES vem sendo apontado como um fator de risco de câncer de mama em mulheres cujas mães tomaram o remédio DES durante a gravidez.

Milhares de mulheres cujas mães tomaram o remédio DES durante a gravidez têm mais risco de desenvolver vários tipos de câncer, segundo especialistas. O medicamento, cujo nome completo é dietilestiboestrol, foi amplamente prescrito entre 1938 e 1971 na falsa crença de que poderia ajudar a reduzir o risco de aborto. As informações são do Daily Mail.

Em 1971, pesquisadores descobriram uma ligação entre o DES e o câncer vaginal nas filhas destas mulheres medicadas. Estudos recentes têm ligado a droga a outros tipos de câncer nessas mulheres.

Um estudo recente conduzido pelo Dr. Robert Hoover no National Cancer Institute dos Estados Unidos descobriu que as filhas das grávidas que ingeriram DES têm quase o dobro de chances de desenvolver câncer de mama.

O grupo de mulheres também é 40 vezes mais propenso a desenvolver uma forma rara de câncer cervical e vaginal do que as mulheres não expostas. Cerca de 2 mil mulheres afetadas nos EUA trouxeram casos contra empresas farmacêuticas.

Fonte: terra.com.br

Mulheres não protegem os olhos

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBOPE com 284 mulheres, revelou que a maioria delas usam apenas os óculos de grau, o que não protege os olhos do sol.

Das entrevistadas só 8% usam óculos escuros com grau quando vão à praia, embora 97% acreditem que a radiação UV (ultravioleta) prejudica a visão. A pesquisa também mostra que apesar da maioria não usar lentes com proteção UV, 95% das entrevistadas acreditam que a radiação provoca o envelhecimento da pele ao redor dos olhos.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, porta–voz da pesquisa, a falta de proteção solar nos olhos pode causar alterações imediatas e em logo prazo nos olhos.

O médico diz que uma alteração imediata decorrente da exposição ao sol sem proteção é a queimadura da pele periocular. Não por acaso, comenta, para 2012 a estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer) aponta a pele como a parte mais atingida pelo câncer no Brasil. “Esta previsão evidencia o uso inadequado do filtro solar pelo brasileiro”, afirma.

E o que é pior - entre mulheres a situação é ainda mais grave. No ano que vem o INCA prevê que o número de casos de câncer de pele entre mulheres seja 14% maior do que nos homens, totalizando 71,5 mil casos contra 62,68 mil entre eles.

“Apesar da metástase da pálpebra para os olhos ser incomum, nos casos de câncer não melanoma que é o tipo mais prevalente, a doença pode causar lesões palpebrais e desencadear cicatrizes na córnea que conduzem à queda visual”, comenta.

Para Queiroz Neto a melhor forma de proteger os olhos e a pele da região é usar óculos que tenham lentes com filtro UV. Isso porque, um estudo do especialista mostra que o contato dos filtros cosméticos com a mucosa ocular provoca a conjuntivite tóxica e a alérgica. “Os óculos com filtro eliminam este risco e o uso incorreto do protetor solar”, afirma.

Risco da falta de sintoma

Outra alteração imediata, ressalta, é a fotoceratite, inflamação da córnea por queimadura de primeiro grau. Em geral ocorre após 6 horas ininterruptas de exposição dos olhos ao sol sem proteção.

O médico alerta que embora os sintomas – olhos vermelhos e ressecados – desapareçam depois de 48 horas longe do sol, não significa que o problema tenha sido resolvido. Isso porque, a fotoceratite provoca o desprendimento de células do epitélio, camada externa da córnea que vai perdendo a transparência.
Para a população parece um mal menor, mas é uma importante questão da saúde pública, afirma.

Efeitos cumulativos da radiação

Queiroz Neto diz que de acordo com estudos internacionais a falta de proteção UV aumenta em até 60% a chance de contrair catarata. A doença torna o cristalino opaco e responde por 47% dos casos de perda da visão no Brasil.[Band]
Related Posts with Thumbnails

Não encontrou o que buscava? Pesquise

Pesquisa personalizada
sem acentos